domingo, 10 de agosto de 2008

Boas vindas aos Calouros 2008/2


Após mais um período de férias da faculdade, muitas viagens para uns e muito trabalho para outros, voltamos às aulas. Muitos de nós animados para rever os amigos, outros desanimados por terem de voltar a estudar e acordar cedo. Mas uma coisa é unanimidade: estávamos muito ansiosos para conhecer nossos novos calouros, os primeiros a entrarem pela parte da manhã depois de nós.


Eles ainda andam em grupos, e quando passam perto dos veteranos, caminham colados nas paredes. Os pouquíssimos homens da sala ainda caminham de peito estufado, e cuidam de seus penteados (pelos últimos dias) na tentativa de impressionarem tanto as colegas recatadas quantos as veteranas veteranas(repetido propositalmente). As mulheres, como são muitas, têm de todos os estilos, e todas são vaidosas em suas devidas proporções (inclusive as hippies de alargadores).


O culto ao terrorismo faz parte dos primeiros dias de aula, e apesar da “leve” repressão sofrida através de uma das professoras do 1° período, valeu a pena a tensão causada pelos tapas na parede vizinha. E outros momentos como esse virão pela frente. Mas nessa sexta-feira, 8, a Turma do Mário resolveu dar as boas vindas aos calouros à nossa maneira.


Com a apresentação de nossa cerimonialista oficial Leide, mais a criatividade do Diego alimentada pelo apoio do pessoal da sala que tava presente, invadimos (com autorização do Tio Alan) a sala deles com propriedade e fizemos uma recepção à altura do que somos capazes e do que eles merecem, com grande destaque ao monólogo da personagem Leda, uma mulher de família e muito vivida, que atualmente tem como projeto de vida integrar o próximo Big Brother Brasil, e se sujeita a qualquer coisa para isso. Ela aproveitou para dar conselhos aos novatos, inclusive para as meninas tomarem cuidado para não engravidar, “pois as cadeiras tem esperma”.


E pra finalizar, lançamos nosso trote solidário. Os calouros terão de levar um kg de alimento não perecível, com preferência para macarrão ou arroz, e que depois serão doados à Casa de 8 de Março, que serve de apoio às mulheres em condições de risco social. E devido à reclamação de uma das calouras pelo fato das cantinas não venderem frutas, tive a idéia de mais um trote solidário: que tal plantar algumas árvores? Até o final do curso veremos o resultado.


Calouros da turma 2008/2 de Comunicação, sejam bem vindos!


Vídeos da apresentação da Leda:

http://br.youtube.com/watch?v=DVMI4mpItzM

http://br.youtube.com/watch?v=gSddbwoQaJw

http://br.youtube.com/watch?v=VzhrzZ-hrAA&feature=user


Pra quem se interessar, nossa comunidade é essa:

http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=45147185

E a comunidade do Engenho Novo, banda do Diego e do Mário, é essa aqui:

http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=56242525





Por: Daniel Bauducco

segunda-feira, 23 de junho de 2008

BIBLIOTECA DA UFT






Por: Ana Caroline



ENTREVISTA COM: PAULO ROBERTO ALMEIDA


As bibliotecas da Universidade Federal do Tocantins (UFT) estão em processo de implantação de um novo sistema de busca virtual. Nesse novo sistema será possível encontrar qualquer livro do acervo da instituição com apenas um clique. Basta saber apenas o nome da obra ou seu autor que o computador mostra em que lugar o livro está localizado. Esse sistema é um módulo do recém-instalado software S.I.E que a instituição possui, em outras áreas como o almoxarifado, o protocolo, o setor de compras também possuem módulos que facilitam tanto o serviço dos funcionários quanto a resolução de questões acadêmicas.
Em alguns campi o processo de implantação está quase no fim. Mas em Palmas ainda há muito a fazer. De acordo com Paulo Roberto Almeida, Chefe da Biblioteca do Campus de Palmas, a implantação é dividida em duas partes. Primeiro é feito o cadastramento dos livros no computador, depois a instalação de campos para reserva de livros, empréstimos e devoluções. “Só no acervo de Palmas há mais ou menos 50.000 livros”, diz Almeida. Em bibliotecas como a de Tocantinópolis, com 5.000 livros, a implantação já está na segunda fase. Em Palmas, o cadastramento do acervo deve finalizar no dia 23 de junho.
Essa nova forma de encontrar livros irá facilitar a vida do universitário que não mais precisará ficar horas olhando de uma estante a outra na tentativa de saber se o livro solicitado faz parte do acervo do campus ou está emprestado. Além, é claro, de agilizar o processo de empréstimo. Em uma biblioteca como a do campus de Palmas, que chega a receber 600 usuários em época de avaliações, o novo sistema poderá atender muito mais, pois o atendimento será mais rápido. Outra facilidade é a reserva do livro pela internet. “Estamos estudando a possibilidade de o aluno renovar o empréstimo do livro pela rede. Mas é apenas uma possibilidade”, diz Almeida.
O responsável pela parte técnica da implantação do sistema é Gilson Martins, técnico de informática de Palmas, que foi à Universidade de Santa Maria (pioneira no uso do programa) no Rio Grande do Sul conhecer o software antes da implantação da primeira fase. O programa já está em funcionamento. Basta entrar no site da UFT e clicar no ícone Bibliotecas.

Governo não entende Economia Solidária




Por: Diego Soares

Durante o 3º Encontro Estadual de Economia Solidária, realizado no início do ano, na Universidade Federal do Tocantins – UFT, órgãos representantes do governo do Estado mostraram seu distanciamento do evento e o quanto realmente o governo entende do assunto. Já na abertura, foi apresentado um vídeo institucional do governo mostrando latifúndios e estímulos ao capitalismo para um público que prima por um outro tipo de relação econômica, baseada mais nas relações sociais do que mercadológicas. Durante o encontro, enquanto os órgãos estaduais se apresentavam em estandes bem elaborados, acontecia uma tradicional feira de troca solidária, na qual os objetos para troca eram dispostos em um tecido no chão. Representantes do governo tentaram adaptar a feira de troca a seus padrões, mostrando com mais uma gafe seu pouco entendimento da economia solidária diante de comportamentos tão contraditórios. Apesar de desconhecida pelo governo, a economia solidária tem sua origem ainda no período em que os homens viviam em tribos, costume ainda hoje de tribos contemporâneas, onde a troca de produtos é uma prática contínua. Na Grécia, animais e serviços eram trocados por não existir moeda, hoje comunidades agrícolas e cidades interioranas seguem a tradição de trocar produtos e manter o comércio local.
A economia que estimula a valorização do comércio interno e práticas sociais voltadas para o ser humano, desestimulando o consumismo, não está presente somente nas comunidades interioranas, mas também em grandes centros como pôde ser visto em um recente boicote comercial que arrasou a economia argentina. A população se manteve através de trocas de produtos e serviços até a crise ser amenizada. Para Fernando Gomes, membro do Núcleo de Economia Solidária da UFT (NESOL), a melhor definição para este modelo econômico é "a economia do sentimento". Seu contato com ela surgiu durante o último Fórum Social Mundial, onde foi apresentado à moeda social. A moeda social é feita por comunidades com o intuito de inibir o consumo fora da localidade. Para organizar essas transações até bancos são criados para movimentações cambiais, vendas e até pequenos empréstimos. Para conseguir um empréstimo em um banco solidário o cliente deve ser avalizado por seu vizinho, já que se entende que ele o conhece socialmente, melhor do que ninguém. Os empréstimos são feitos em moeda social ou corrente. Geralmente valores pequenos para reparos ou compra de produtos. O pagamento do empréstimo pode ser feito em forma de moeda social, produtos ou serviços. Questionado se o modelo econômico baseado no ser humano não seria frágil Fernando Gomes responde: "Na lógica do mercado, ser fraco é ser excluído. É para esse que a economia solidária serve."

ESPORTES QUE VOCÊ PRATICA NO ARMÁRIO

Entrevista

Para continuar a série de entrevistas com os professores da Universidade Federal do Tocantins do curso de Comunicação Social, os alunos Luiz Otávio S. Soave e Daniel Coelho, da área esportiva do Jornal-Blog “O Armário”, fazem suas perguntas para o professor Elson Kikowski mais conhecido como Kiko. O professor de Antropologia Cultural, que diz já ter praticado informalmente futebol, gosta de fazer caminhada, conta porque não é mais praticante e relembra um fato estranho durante uma pelada de futebol. Ele dá também sua opinião sobre a questão do esporte na UFT e propõe uma atitude.

O Armário: Kiko, qual esporte você já praticou ou ainda pratica?
Elllson: Gosto de andar de bicicleta, fazer caminhada, mas perdi o hábito há uns três meses atrás. Gostaria de voltar a praticar Kung-Fu e eventualmente jogo futebol. Hoje eu ando de bicicleta por praticidade e por possibilitar que eu enxergue melhor as coisas, consigo observar mais.

O Armário: E por que parou de praticar os outros esportes?
Elsoninho: Bom, eu ando de bicicleta, mas gostaria de fazer caminhada. Me dá mais prazer e considero mais saudável, mas sofri uma tentativa de assalto. Eu só tenho tempo à noite, e na Praça dos Girassóis fica muito escuro. Eu estava correndo e três caras de bicicleta me observavam, mas acho que por morar na periferia de Brasília já percebi o motivo. Eu estava só com meu celular e quando dois deles vinham por trás, eu me virei e já fui conversar com eles. Como eles não esperavam por isso, já ficaram logo sem reação. Pediram meu celular, mas, correndo para um lugar mais iluminado, disse que não podia entregar. Então por isso parei de fazer caminhada na praça. Quanto ao Kung-Fu, eu ia retornar, mas caí de moto e machuquei o joelho, então ficou mais difícil e também para o futebol.

O Armário: Já aconteceu algum fato interessante ou inusitado com você relacionado aos esportes?
Kiko: Bom, tirando a tentativa de assalto, eu jogava futebol em Planaltina com meus amigos. Lá é uma região tão violenta que a situação chega a ser banalizada. Começávamos a jogar umas dez da noite e ficávamos até cerca de 2 da manhã, que é a hora que geralmente começava o tiroteio. A gente se jogava no chão e esperava acabar. Isso acontecia também nas festas, depois era só levantar e ir embora. Uma vez joguei pelado, mas eu explico. Estava chovendo e havia um cara que estava doidão, dizia que o sonho dele era fazer um gol pelado. Mas um outro que talvez tivesse problema mental (o coitado é que leva a fama de doente mental) dizia que se fizessem isso ele chamaria os amigos dele (os bandidos). Como já estava chovendo e não tinha ninguém na rua, não deu outra, todo mundo jogou peladão só para sacanear com o coitado.

O Armário: Qual esporte você sugeriria ao seu filho e por quê?
Kikozo: Acho que xadrez ou natação. Natação, por ser completo. Não desgasta as articulações, massageia e desenvolve o corpo. Eu gostaria de ter paciência para praticar, mas acho que esse é o esporte que eu sugeriria ao meu filho.

O Armário: E de qual esporte você menos gosta e por quê?
Kikowski: ...Acho que luta livre. Acho bizarro aquilo, talvez possa parecer bonito para alguns, mas é como se eu estivesse no Coliseu, aplaudindo enquanto dois se matam no ringue. Além disso, a reação que a luta causa nas pessoas me faz sentir menos humanizado.

O Armário: Você tem algum ídolo no esporte?
Mike Wasawski (Monstros S.A.): Mireya Luis, da seleção cubana feminina de vôlei. Ela era espetacular, treinava com os homens e foi por muito tempo considerada a melhor jogadora. A superação foi seu ponto forte, e apesar de ter recebido ofertas de times de todo o mundo, ela preferiu continuar em Cuba e desenvolver o esporte em seu país.

O Armário: Torce por algum time de futebol? Qual?
Elsowski: Eu tenho me afastado dos times brasileiros ultimamente, mas torço pelo Botafogo por herança paterna. Não tem me chamado atenção, acho pouco objetivo. Por comparação acho que os campeonatos estrangeiros, até mesmo o japonês, são mais objetivos. Estes torneios exigem mais dos jogadores como o Robinho, que antes aqui só fazia as pedaladas, além de conterem jogadores do mundo todo. Tenho admirado o Galatassaray da Turquia.

O Armário: Qual sua opinião com relação ao esporte e UFT?
Kiko: Acho que a UFT deveria ter esportes e se possível, mais esportes coletivos. Eu já vi Truco, Dominó, corrida... Para pegar o Basa, o que não deixa de ser uma atividade esportiva e também radical. Acho que os alunos deveriam aproveitar melhor o gramado para jogar futebol ou vôlei. Não foi criado ainda um espaço de convivência por não existir uma mobilização por parte dos alunos. Eu vim de um lugar que não existia quadra de futebol e mesmo assim nós jogávamos na rua, se houver demanda então a universidade dará mais atenção. Meus alunos jogam de forma improvisada, não existe ginásio onde dou aula. Acho que é necessário um intercâmbio maior entre aluno e professor e agora que a UFT tem convênio com o SESC, os alunos e professores deveriam desfrutar das dependências do local. No campus da universidade, deveriam aproveitar melhor a beira do lago, já que os alunos não têm acesso ao lugar, penso que seja um caso a se pensar.

Palmas para o Teatro






Por: Reginaldo de Almeida


Em função da importância das atividades culturais, especialmente teatrais, fizemos um levantamento do que temos hoje em Palmas tanto em espaço físico, como em investimento para a área. É uma forma de incentivar mais grupos a participar e estimular os que já trabalham com arte na cidade e no Estado a produzir sempre mais. “Um espaço, um homem que ocupa este espaço, outro homem que o observa. Entre ambos a consciência de uma cumplicidade. O primeiro sozinho ou acompanhado mostra um personagem e um comportamento deste personagem, enquanto o segundo, sozinho ou acompanhado sabe que tem diante de si uma reprodução, falsa ou fiel, improvisada ou previamente ensaiada de acontecimentos que imitam ou reconstituem imagens da fantasia ou da realidade”. Esse trecho do livro O que é Teatro? De Fernando Peixoto, nos incita a discutir um pouco essa opção de cultura e lazer tão importante, mas tão pouco valorizada em nossa cidade. Sabemos que ainda temos poucos espaços e as oportunidades de fomento também não são das melhores, mas já há algumas iniciativas. Procuramos levantar o que existe hoje em Palmas em termos de espaços físicos e propostas ou programas de incentivo público às artes para dar a conhecer essas oportunidades tanto aos profissionais da área como à comunidade, que pode participar e cobrar mais políticas públicas de cultura.
O teatro vai além da encenação e não se prende a um espaço físico. Ele pode ser feito nas ruas, nas praças, e oficialmente no Teatro, estrutura construída especialmente para as apresentações teatrais. A palavra Teatro pode designar tanto um espaça físico, quanto o trabalho de interpretação realizado pelos atores. Em Palmas, a história do teatro como estrutura física começa em 26 de Setembro de 1996, quando foi inaugurado o Theatro Fernanda Montenegro, no Espaço Cultural. Ele é considerado o oficial da cidade, com capacidade para 530 espectadores sentados. O nome do teatro é uma homenagem a uma das atrizes mais talentosas do País, Fernanda Montenegro, considerada a dama do teatro nacional. A atriz, muito atenciosa e agradecida, marcou presença em Palmas no dia da inauguração do teatro que leva seu nome. O Fernanda Montenegro já recebeu grandes nomes da televisão e do teatro nacional e mundial. Agora em junho, por exemplo, a atriz Elizabeth Savalla apresenta-se com o monólogo Friziléia.
No ano passado o teatro foi fechado para reformas. Reforma essa que não incluiu as poltronas e assoalho que, quem freqüenta o teatro sabe que já estão precisando ser trocados. A única transformação visível foi à cor do Espaço Cultural.
Outros espaços e oportunidades - O teatro de bolso do Memorial Coluna Prestes, que como o próprio nome já diz é um mini-teatro. O teatro de bolso na verdade era um auditório que, em 2004, passou por reformas para se tornar teatro. Funcionou de 2004 a 2007, mas precisou ser fechado para novas reformas. Temos também o Sesc de Palmas que promove todo ano o Palco Giratório, com duas edições a cada semestre durante o ano. O Sesc pretende inaugurar até Outubro deste ano, o teatro do Sesc/TO, afirmou Luiz Melchiades,

sábado, 14 de junho de 2008

Me esforçando...

Amigos Armarianos,

Confesso... Estou quebrando a cabeça para mudar a cara do blog,
no final serei doutora no assunto...rssss
O que quiserem opinar, fiquem à vontade!
Aguardo sugestões!

Leide Theophilo

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Dificuldades enfrentadas por estudantes de baixa renda











Por: Ana Caroline


Vida de universitário não é fácil. São trabalhos complicados para fazer, provas dificílimas para estudar, disciplinas diferentes para entender. Enfim, problemas que todos, não importa sua cor, sexo ou conta bancária, tem que enfrentar. Mas e se, além disso, o estudante enfrentar problemas financeiros? A preocupação aumenta e seu desempenho tende a cair. Porém essa regra não serve para todos.

Geralmente o jovem universitário recebe uma ajuda de custa dos pais para não precisar trabalhar e, assim, não atrapalhar seu aprendizado na universidade. Quando o jovem é sustentado pelos pais, tem mais tempo para estudar, ficar na biblioteca da universidade, se dedicar a pesquisas e eventos que fazem parte ou não de sua grade curricular. Entretanto, quando o jovem não recebe esse auxílio dos pais, tem que procurar um emprego ou estágio. Nem sempre consegue um serviço de meio expediente, então é forçado a trocar o turno do curso, atrasar algumas disciplinas ou não aproveita-las como deveria. Essa é a realidade de Rafaela Simões, que cursa Comunicação Social na Universidade Federal do Tocantins (UFT), e Gleiciane Lira, estudante de Farmácia na Universidade Luterana em Palmas (ULBRA).

Rafaela teve de mudar o horário de seu curso para trabalhar o dia todo. Quando perguntada se está aproveitando bem o curso, diz: “Acho que não estou aproveitando bem pelo fato de ter que trabalhar, isso atrapalha na dedicação ao curso”. Gleiciane tenta encaixar o serviço nas horas em que não está na Universidade, pois seu curso é integral. “Meu curso seria melhor aproveitado se eu pudesse fazer todas as matérias”. Além de Rafaela e Gleiciane mais duas estudantes foram entrevistadas, Cláudia Pereira, que cursa Administração na ULBRA, e Dalliane Chaves, estudante de Comunicação Social na UFT.


Cláudia Pereira veio para Palmas para estudar. Aqui, mora com a irmã e as duas dividem o aluguel. Ela trabalha para pagar as mensalidades da faculdade e o que
sobra de seu salário ela ajuda em casa. “Nós, estudantes de baixa renda, não podemos ficar parados esperando uma bolsa. Temos de ir atrás de nossos sonhos, pois a única universidade federal que temos em Palmas, infelizmente, só faz vestibular uma vez por ano, enquanto as particulares fazem duas vezes. Se não conseguimos passar na federal, não podemos esperar um ano para prestar vestibular de novo, então o jeito é encarar uma particular e correr atrás de nossos objetivos”.

Dalliane aponta seus gastos: “Vale transporte, material do curso, livros, xerox, impressão, internet (quando não se tem em casa, usa-se as chamadas lan-houses, que cobram, em média, R$1,50 a hora)”. E para quem enfrenta uma universidade particular, tem as mensalidades que são altíssimas. Além de tantos gastos, o estudante não dispõe de muito tempo para fazer o essencial: estudar. Depois de um dia exaustivo entre obrigações no trabalho e na faculdade, a única coisa que o estudante quer ao chegar em casa é dormir. O jeito é acostumar com a correria, que às vezes ao invés de estressante, torna-se divertida. A responsabilidade adquirida nesse contexto é imensa, e o jovem começa a perceber o peso da palavra independência.

SOLUÇÕES

Muito é feito para amenizar a situação. Como exemplo, a Casa do Estudante Jornalista Jaime Câmara, inaugurada no último dia nove de junho. A casa abrigará jovens de baixa renda que não têm onde morar. Geralmente são pessoas que vêm do interior para estudar e pagam aluguel ou moram de favor na casa de amigos e parentes. O projeto é da parceria do governo do Estado, Prefeitura de Palmas, Universidade Federal do Tocantins e Projeto Orla. Além da Casa Jornalista Jaime Câmara, o estudante palmense conta com auxílio Bolsa-Universitária, programas de estágio como o Primeiro Emprego, Jovem Profissional, que visa qualificação profissional e inclusão digital e Juventude Cidadã, que beneficia estudantes com até R$ 400,00.

Além da prefeitura, do governo do Estado e das secretarias, o jovem pode contar com outros parceiros que visam a vida profissional do estudante, como o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), programas do governo nacional, como o Programa Universidade para Todos (Prouni), que oferecem tanto bolsa de estágio (IEL e CIEE), quanto bolsa de estudos (Prouni).

FONTES:

ENTREVISTADAS

Cláudia Maria Pereira, estudante de Administração;
Dalliane Chaves, estudante de Comunicação Social;
Gleiciane Lira, estudante de Farmácia;
Rafaela Simões, estudante de Comunicação Social.

www.to.gov.br/juventude

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dia dos Namorados - O amor é lindo!














Por: Mávia

Peço licença a seriedade dos nossos trabalhos neste blog para apresentar minha singela homenagem ao Dia dos namorados! Espero que os solteiros não se sintam excluídos, afinal nos outros 364 dias do ano, ninguém faz tanta questão de ter um compromisso. Feliz 12 de Junho a todos!


Obrigado por Existir!

Ter você é viver uma realidade confiante...
Sem medo de errar, mesmo errando,
Sem medo de se entregar, já entregue.
É como acordar descabelada se sentindo a princesa.
É como comer brigadeiro com um copinho de coca-cola.
Ter você é querer ser melhor, é querer dar o melhor de mim,
É ver as coisas de uma melhor forma, é ter força para lutar, crer, vencer.
É poder te olhar nos olhos a cada chegada,
Ficar com saudades a cada ida... Ou ir com você!
É querer estar amanhã do seu lado quando você acordar
É querer estar sempre ao seu lado...
Você é minha paz!
Eu Te amo!

Dedico ao dono do meu coração!




terça-feira, 10 de junho de 2008

12 de Junho - Dia dos Namorados






Por: Raymara Santos


De Humanos, Laranjas e Panelas...

Não dava para passar despercebido. Era intrigante demais para ser lido e ignorado:
"JÁ COMPROU O PRESENTE DA SUA OUTRA METADE?".

Era exatamente o que a propaganda dizia.
Mas, espera aí, eu sou completa e acredito que todas as pessoas sejam, ou ao menos deveriam ser.
Não gosto de imaginar seres humanos como metades de laranjas, panelas sem tampa e etc...

Um dia, a gente conhece alguém e permite que esse alguém adentre em nosso universo até tornar-se parte dele. Mas, por mais importante que essa pessoa venha a ser - ao afirmar isso sei que os mais românticos me julgarão e condenarão - creia: VOCÊS NÃO SÃO PARTE UM DO OUTRO! Afinal, se as coisas fossem realmente assim (céus!) a gente só teria uma chance na vida!


Imagino como este mundo seria mais infeliz se isso fosse verdade, se a primeira vez que a gente acreditasse ter encontrado "a outra metade" fosse também a nossa única chance de ser feliz e, ao perdê-la, estivéssemos condenados à solidão para todo o sempre.
Imunize-se contra as campanhas publicitárias dessa época usando as sábias palavras de Vinícius de Moraes: "QUE SEJA ETERNO ENQUANTO DURE!" (com ênfase no ENQUANTO!). Talvez acreditando nele, quando seu amor não mais durar - o que não desejo que aconteça - você saia ao menos inteiro!


"Entre nO ARMÁRIO"

Então.... O que acharam?


Entre nO ARMÁRIO


Descaso com o Esporte na UFT

Repórteres:

Daniel Bauducco
Luiz Otávio



Os estudantes da UFT não participaram das duas últimas edições dos Jogos Universitários do Tocantins (JUTS). E pouca gente teve sequer algum tipo de esclarecimento sobre os motivos da não-participação da UFT nos jogos. O Jornal O Armário foi investigar e descobriu o descaso com que a última gestão do DCE/UFT teve em relação aos eventos esportivos em geral.
Em conversa com Fábio Coelho, estagiário do DCE/UFT desde a gestão 2007, o Armário conseguiu as primeiras informações sobre o que aconteceu. Ele revela algumas ações equivocadas da última gestão do DCE/UFT. Segundo Fábio, os Jogos da Universidade Federal do Tocantins (JUFT) devem ser organizados pelo Diretório Central dos Estudantes da UFT. Os times campeões classificam-se para disputar o JUTS. Mas nos anos de 2007 e 2008, o DCE/UFT não estava organizado o suficiente. Acadêmicos deixaram times montados no DCE/UFT e nada foi feito. Ele ainda acrescenta que o DCE/UFT chegou colher assinaturas para um abaixo-assinado, que seria levado ao gabinete do Senador Leomar Quintanilha, na tentativa de conseguir uma emenda necessária para aprovação do projeto de implantação de uma quadra poliesportiva e dois campos de futebol society. No entanto, o Presidente do DCE/UFT, Jonis Calaça, foi a Brasília representar o Diretório e não levou nenhuma assinatura, deixou as assinaturas engavetadas. Um exemplo do descaso ao esporte na UFT.
Para saber o que aconteceu com o Diretório Central, O Armário foi entrevistar Hellen Vieira, remanescente da gestão 2007. Ela afirma que a culpa foi da Diretoria da UFT, que não enviou as informações sobre inscrições com antecedência. Em busca de esclarecimentos, O Armário procurou respostas junto a Diretoria da UFT, que cumpriu com suas responsabilidades ao enviar os e-mails das fichas de inscrições para o DCE/UFT com um mês de antecedência. Os tais e-mails foram encaminhados para os repórteres do Armário como prova. Segundo Aurélio Picanço, diretor do Campus de Palmas, alguns alunos chegaram a procurá-lo em sua casa, na madrugada do último dia do prazo de inscrições para que assinasse as autorizações, e mesmo assim foram atendidos.
Para completar a história, O Armário procurou Lamartine Mansur, acadêmico do curso de Engenharia Ambiental e referência esportiva dentro da UFT. O aluno confirmou o que Fábio Coelho dissera antes: que o DCE falhou ao não se mobilizar para a organização do JUFT. Em relação ao JUTS realizado nesse ano, ele procurou o DCE com antecedência, e deu a idéia de que pudessem ser realizados na ETF, treinamentos para seleção das equipes. Hellen Vieira procurou Lamartine de última hora, para que este pegasse as fichas de inscrições das equipes junto à documentação necessária de cada atleta. Com muito esforço, Lamartine conseguiu providenciar isso a tempo.
Ainda assim, participariam sem treinar, pois se já estivessem inscritos antes, teriam se estruturado com treinamentos na Escola Técnica Federal, já que a mesma libera a quadra para alunos da UFT com o uso de ofícios. Só conseguiram formar o time de basquete a tempo, mesmo assim não puderam utilizar a estrutura oferecida pela ETF, pois já era noite na véspera da competição.
Na manhã do dia seguinte, quando começaria a competição, receberam a notícia de que não poderiam mais participar do JUTS definitivamente, pois, por falta de informação por parte do DCE/UFT, a pessoa designada a entregar as fichas de inscrições, não chegou ao local correto a tempo. A pessoa se encaminhou ao Colégio CEM de Palmas, quando o correto seria a Ulbra.
Fica claro qual é a importância que hoje é dada ao esporte dentro da UFT, nesse caso, pelo menos por parte do DCE/UFT. Hoje é necessária uma maior valorização do esporte na vida acadêmica, já que existe a necessidade de maior interação entre os estudantes e a Universidade como um todo, já que sequer existe um espaço de convivência, seja para alunos ou professores. Que os alunos reflitam sobre isso, e cobrem das próximas gestões atitudes que promovam o esporte, assim como as próximas gestões devem, além de mobilizarem-se, também cobrarem da instituição chamada Universidade Federal do Tocantins.


--- Esportes que você pratica no Armário ---

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Jonis Calaça nO ARMÁRIO

Por: Susana Aguiar, Aline Batista e Diego Soares




A prestação de contas apresentada por Joniskley Calaça Capitulino, conhecido como Jonis Calaça, ex-presidente do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Tocantins (UFT), não foi aceita pelo Conselho das Entidades de Base (CEB). De acordo com Yuri, Calaça teria apresentado fotocópias e não as notas originais, um dos motivos para a não aceitação de sua prestação de contas. Além disso, como consta na ata da reunião do CEB, do dia 10 de maio de 2008, o tesoureiro Wilker Feitosa, disse desconhecer a movimentação de caixa apresentada pelo presidente e se negou a assinar a prestação de contas. Nesta reunião, definiu-se, então, que a prestação deveria ser reapresentada em 45 dias, com as notas originais.

Em entrevista ao jornal O ARMÁRIO, Calaça afirmou estar tranqüilo em relação à sua prestação de contas e disse não ter apresentado as notas originais por temer que as mesmas fossem tomadas durante a reunião, como, segundo explicou, já ocorreu em outras situações..

“Wilker era um tesoureiro ausente?” “Sim” responde Calaça, justificando o não reconhecimento da movimentação de caixa pelo tesoureiro.Procurado pelo ARMARIO, Wilker Feitosa se defendeu. O ex-tesoureiro estuda em Porto Nacional,porém, disse que durante seu período como tesoureiro passava boa parte do tempo em Palmas, o que, de acordo com ele, não justificaria a argumentação de que seria ausente. Também declarou não ter sido convidado, se quer, para a ultima reunião da equipe, onde foi discutida toda a prestação de contas antes da apresentação publica da mesma. Por esse total desconhecimento da movimentação de caixa da DCE, Wilker se negou a assinar o documento.

Calaça
Segundo o ex-presidente do DCE, sua prestação contabilizou R$ 12.080,00 , tendo ainda deixado saldo positivo em caixa de aproximadamente R$ 200,00. Parte desta receita é obtida através de um espaço do DCE, alugado para uma empresa que presta serviços de fotocópia no Bloco I. Do aluguel de 600 reais por mês, 400 são pagos em dinheiro e 200 em fotocópias. A outra parte da renda provém da produção de carteiras estudantis. Os dez reais pagos por cada carteira estudantil seriam, segundo o entrevistado, distribuídos da seguinte forma: quatro reais para fabricação; dois reais para os Centros Acadêmicos; dois para União Estadual dos Estudantes (UEE) e dois reais para o Diretório Central dos Estudantes, DCE.
Para Calaça, entre maio de 2007 e maio de 2008, período de seu mandato, foram feitas aproximadamente 900 carteiras. Esses números não podem ser comprovados por não haver um controle rigoroso sobre a distribuição das mesmas, como foi apurado junto ao DCE.
Em um outro momento da entrevista, quando perguntado sobre os possíveis erros de sua gestão, Jonis Calaça atribuiu eventuais falhas à falta de experiência; fragmentação de sua equipe e problemas estruturais do DCE, provindos de gestões anteriores. “Para assumir o DCE tem que ter estômago” desabafa, referindo-se às constantes cobranças do cargo.
Para finalizar a entrevista, O ARMÁRIO perguntou se o ego subiu à cabeça do presidente. Para ele, “quando se ocupa um cargo como esse você não tem tempo para sentar com os colegas e jogar truco como antes.” Tentando justificar assim seu distanciamento que lhe rendeu a fama de “metido”.
O CEB, onde Jonis Calaça deverá apresentar as notas originais, acontecerá no próximo dia 25. Qualquer acadêmico pode e deve participar da reunião para a prestação de contas. O ARMÁRIO estará lá.






quinta-feira, 5 de junho de 2008

Alfinetadas









Por: Susana Aguiar e Diego Soares




Vamos estar elegendo no próximo dia dez de Junho a chapa que vai estar representando nós acadêmicos da UFT no Diretório Central dos Estudantes.
A corrida eleitoral está provocando calorosas discussões inclusive pelo uso abusivo do gerúndio.
Por falar nisso: “Gerúndio, s.m(gram.) forma nominal do verbo, marcada pela desinência – ndo (comprando, vendendo, partindo), de função adverbial ou adjetiva”.
Ou seja, ao invés de estar fazendo alguma coisa, pode-se simplificar a vida e simplesmente fazer. Em um panfleto de divulgação de uma das chapas é feita uma citação da banda Teatro Mágico: “Errado é aquele que fala correto e não vive o que diz”. Esperamos que se eleitos cumpram o que dizem, pois, errado andam falando (com o perdão do gerúndio). Isso não é uma apoio a nenhuma das chapas, e sim um manifesto pelo resgate da língua portuguesa.
Não mencionamos a outra chapa, uma vez que não falamos do que ou de quem não conhecemos.




OBS: Os erros de português, são propositais.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Verdades da exclusão










Por: Elson (Kiko)



Professor de Antropologia Cultural do curso de Comunicação da UFT


Filas, Canil e verdades: um dia no 4º Salão do Livro


Pluto. O amabílissimo e fiel companheiro-cachorro-marido do Mickey, que de tão necessário deixou de ser o cão de guarda da Minnie, exemplificaria muito bem o tipo de relação que temos estabelecido com nossos representantes políticos. Para além da inspiração de Walt Disney – aliás, de sua esposa, que sugeriu batizar a personagem com o nome do recém-descoberto planeta (e deixou de sê-lo recentemente) – é possível explorar a etimologia do termo, a partir da longínqua Grécia. Ploutos refere-se à riqueza e, unida ao vocábulo kratos (poder), deriva a pertinente palavra plutocracia, grosso modo, um tipo de dominação determinada pelas posses materiais de um grupo em detrimento de outro. Por mais instigantes que sejam essas associações (antecipando o final reflexivo dessas tintas, inclusive), já deram seu recado. Vamos aos fatos.

O 4º Salão do Livro do Tocantins, organizado pelo governo estadual, foi mais que um mero evento anual. Os que estiveram e permaneceram por horas – alguns, dias até – degustaram apresentações diversamente enriquecidas no Café Literário, castelo “medieval” inflável para pequenos trinitrotoluenados (combinação perigosa, nem por isso menos eficaz), além do vocativo acervo de livros e livretos (os mais inacessíveis infeliz e predominantemente mais caros que no mercado convencional, com exceção da Editora da Biblioteca Nacional e da Federação Espírita. Sem diminuir “los libros más pequeños del mundo”, do Peru, até porque nem poderia...). Impressionou também o aparato de segurança. A quantidade de trabalhadores responsáveis pela ordem social até lembra, retornando à Hélade, do temor dos ploutos de uma oclocracia (onde okhlos se refere ao povão mesmo, às turbas, à plebe: vide wikipedia, que hoje tem mais autoridade que as antigas Barsas). Por que o medo descarado do povo? Reverência à Aristóteles, quando afirmava que esse tipo de poder levaria as formas puras de governo à degeneração ou, como diriam nossos avós/pais/mães, tinha caroço nesse angu?


Curiosos com o estado de “pronta ação” para repelir os desajustados, aproximamo-nos para xeretar e confirmar se as suspeitas tinham fundamento. O indicativo somente poderia partir do próprio povo, financiador do projeto. Aguardar nas filas, seja para pegar os convites, seja para insistir em entrar sem possuí-los, para assistir as vozes amplificadas no Auditório Otávio Barros traria as respostas. Em algumas apresentações, a curiosidade do público extrapolou o limite de 1.000 pessoas. Por amostragem, acompanhamos o drama (dramático mesmo) dos que ficaram nas portas e caras fechadas da palestra de Zeca Camargo. Justificável, para os “amistosos” palhaços (sem ironia, eram clowns mesmo) em perna-de-pau, que os “amiguinhos” RACIOCINASSEM que somente seria possível entrar com um convite, por respeito aos que ficaram excruciantes horas para obtê-los. Injustificáveis, dois aspectos:

a conclusão apressada (ou ordenada) de que os que não tinham convites possuíam menos direitos constitucionais (elencados no caput do artigo 5°) se não puderam abrir mão de três horas de seu dia de trabalho uma lua antes;
o fato de convidados, devidamente respaldados pelo papel brilhante, individual, bem impresso e, obviamente caro, serem impedidos de transpor os obviamente caros portais de vidro blindex, resistentes à quase tudo, inclusive sons externos e internos.

No front de batalha, tremiam os seguranças, sozinhos contra dezenas, quase centena ou mais, de inconsoláveis excluídos. Como resposta, além da expressão sisuda que lhes garantiu o emprego temporário (um dos 1.500, de acordo com o empolgado
hotsite da Secretaria da Educação e Cultura do Estado do Tocantins), a mensagem tipo secretária eletrônica-terminator: “Pergunte aos organizadores”.
Os crachás de organização (que provavelmente não foram confeccionados pela editora peruana acima elogiada) desapareceram subitamente. A maior parte estava nos backstages, braços dados com os colegas jornalistas e suas respectivas credenciais. Ou alguém esperava que eles sairiam da climatização antártica do auditório para verificar por quê tantos gritavam lá fora? O Armário, para contemplar as possibilidades dos dois ambientes, avisou ao palestrante com um cartaz muitíssimo bem elaborado (folhas de caderno recicláveis – tomara que sejam mesmo!) o que acontecia além do vidro fumê. Só pôde lavar as mãos a la Pilatos. Começou aí outra saga, a da entrevista com o editor-chefe do Fantástico. Mas essa é outra história. Voltemos.
Relembrando o poder de Gandhi ao lidar com os soldados ingleses nos anos 40 do século passado, sugerimos às pessoas que se sentassem, explicando a delicada situação dos seguranças, pagando por aquilo que não lhes cabia. Não oferecendo resistência, os portais poderiam ser abertos e , de fora, poderíamos ouvir a palestra sem necessariamente entrar e comprometer as recomendações da Brigada de Incêndio. A maior parte acatou, menos aqueles que não se conformaram em ter o convite e permanecer de fora. Tentamos argumentar, convencer os seguranças e, apesar de sentirmos sensibilidade nos próprios, sentíamos o peso das “forças ocultas nas negativas. “É injusto”, escapou de um deles. Enquanto saíam pessoas e o salão esvaziava, permaneciam atônitos os insistentes lá fora.


Imprensa partindo, enquanto Roma se incendiava.
Para entender o porquê do “Pluto-crático”, visualizem a inédita (provem o contrário, por favor) cena do encontro entre ele, o cão, e Pateta, o cachorro. Na teoria, ambos são canis familiaris. Na prática, um é humanizado, gozando inclusive do direito de possuir habilitação para dirigir (contudo bem nervosinho) enquanto o outro possui idiossincrasias que atribuímos aos amigos caninos: ossos, cruzas e atenção do dono, por exemplo. “Nem todo mundo tem educação, nem todo mundo pode. Se tivesse o crachá (credencial), entrariam”. A afirmação foi extraída de uma conversa com uma repórter, tentando justificar a ausência do veículo onde trabalha (público, aliás) na situação que se repetia em cada palestra. Conivência? Medo? Omissão? Nós, de cá, plutos sem um pluto furado nem dono, ainda aguardamos que o simpático e atrapalhado Pateta, com tantos direitos e concessões, lembre que ser jornalista é se assumir como voz de quem não pode falar. Acá, sorrindo, continuaremos. Que nos próximos dias, latamos alto para pedir que algumas oportunidades ultrapassem mil lugares e alcancem os 240 mil alardeados.
Viveram essa história: Daniel Silva, Lorrany Zica e Cúmplice, Fayad Neto (crédito das fotografias: providencial), Willian, Wendy, Luíza, além de outros que Alzheimer precoce não permite denominar. Perceptível: o compromisso de informar pode extrapolar sem desrespeitar regras. Relevem os vícios, parênteses, reticências e populesque, ok?














segunda-feira, 26 de maio de 2008

Vamos falar sobre as drogas?








Por: Daniel (Bauduco)


As drogas sempre foram um tabu, e apesar de igrejas, governos e famílias reprimirem, o consumo só tem aumentado, principalmente entre os jovens. As autoridades já não sabem mais o que fazer, mas não vêem que suas ações é que estão engessadas. O grande problema não é a banalização do consumo, mas sim o fato de aproximar a maconha de drogas pesadas, e distanciá-la de drogas lícitas como o cigarro e as bebidas alcoólicas. Já que todos sabem que a maconha é a porta de entrada para drogas pesadas, e na maioria das vezes, o usuário não quer se sujeitar a manter um contato estreito com os traficantes.
A sociedade se baseia em princípios morais fortalecidos pela mídia, e não se interessa em estudar o assunto, prefere se alienar. Numa análise rápida, podemos observar através de pesquisas que na Holanda, onde o consumo é liberado com uma política que favorece, o uso da maconha é proporcionalmente menor do que nos EUA, onde a maconha é proibida. E ao mesmo tempo em que a mídia condena, esta se revela hipócrita. Já que os filmes fazem glamour sobre as drogas, e vários ídolos têm suas imagens fortalecidas por terem um posicionamento favorável ao consumo.
Legalizar agora? Não, já que a situação ainda é vista como caso de polícia, e não como saúde pública, e sequer temos educação a respeito disso. Mas vamos abrir espaço para discussão? Sem demonizar a erva, mas também sem colocá-la num altar. A Marcha da Maconha foi uma excelente oportunidade para debater, mas a liberdade de expressão não foi respeitada, e o movimento foi oprimido tanto pela polícia quanto por movimentos que se auto-intitulam em defesa da família, mas que não têm propriedade para se informar melhor.
E cada um tem sua liberdade de escolha, desde que respeite o espaço dos outros. É comprovado que cada um tem um modo de encarar a vida, seja ao se devotar à religião, buscar o auto-conhecimento, criar relações, consumir drogas lícitas ou não, ou até mesmo se matar e desistir da vida. Mas é um erro criminalizar uma escolha de vida.
Sites indicados para mais informações:

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Entrevista
















Por: Ana Natália



Dentre as atrações do 4° Salão do Livro do Tocantins, os comediantes do Goiás, Nilton Pinto e Tom Carvalho nos cederam alguns minutos, que em uma conversa distraída falaram sobre a carreira, família e como encaram o tempo durante a correria do dia-a-dia.
Nilton Pinto e Tom Carvalho já estão juntos há 15 anos, e contam o que mantém a sólida relação profissional e lembram dos valores que sustentam o seu convívio: respeito e humildade é a receita para manter a harmonia da dupla.
Nilton Pinto enfatizou a importância da família para a carreira. “Sempre que temos um tempo disponível, é em casa que encontramos a base e o incentivo para manter a carreira profissional”.
Em relação ao 4° salão do livro do Tocantins, a dupla avaliou como excelente a proposta do evento e declararam que se sentem honrados em participar de eventos culturais, principalmente se tratando de leitura. “Fiquei surpreso com o salão, superou as minhas expectativas”, elogiou Tom Carvalho.
No decorrer do bate papo com os comediantes, um grupo de alunos do Jornalismo que realizaram a entrevista ficaram encantados com a simplicidade da dupla e a forma como encaram o “tempo”. Para eles, o tempo é algo que manipulamos ao nosso favor.
Fica aqui uma lição de vida para nós que estamos em fase de amadurecimento profissional.
“Todo mundo tem que aprender a fazer o seu próprio tempo.” (Nilton Pinto)


OBS: Eu - Ana Natália, o Professor Kiko, Bauducco, a Raimara, o Luís e a Milena tivemos um bate papo com o Niltom Pinto e o Tom Carvalho. Então escrevi essa pequena matéria para o Blog, espero que gostem.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Fique ligado!







Por: Reginaldo


Aniversário com agenda cheia


Palmas, a caçulinha do Brasil, está completando mais um ano (20/05). E o seu 19º aniversário conta com uma vasta programação, incluindo música, teatro, exposições, cinema e muitos outros entretenimentos. Para aqueles que não vão sair da cidade, segue abaixo datas e horários de diversas apresentações que começaram no dia 06/05 e vão até 01/06/2008.

Programação

19/05 – 21 horas - Espetáculo Cena Musical Palmas 19 anos - Teatro Fernanda Montenegro;
20/05 – 8 horas - Desfile Cívico - Palmas e seus Avanços - Avenida LO-01; 8 horas – Workshop - Panorama Nacional da Produção Cultural: Música Teatro e Cinema - João Falcão; 18 horas - Culto Ecumênico - Praça do Paço Municipal; 21 horas - Show de abertura – Toca Bossa; Show – Afro Bossa Nova - 50 Anos de Bossa Nova - com Armandinho Macedo, Paulo Moura e o violinista Gabriel Improta - Grande Praça do Espaço Cultural;
21/05 – 20 horas - Festival da Cultura Japonesa - Teatro Fernanda Montenegro; 22/05 – 16 horas - Mini-maratona de Palmas – 10 km - Paço Municipal; 18h - Procissão de Corpus Christi - Praça dos Girassóis;
22 à 25/05 – 19 horas - Mostra de Cinema Japonês - Sala Sinhozinho; 20h30 - Espetáculo Teatral Soul 4: Um Amor que nem deu Flor, no Teatro Fernanda Montenegro;
27 e 28/05 -08 às 18 horas - Feira do Banco do Povo - Grande Praça do Espaço Cultural;
28/05 – 19 horas - Apresentação do Coral Municipal - Festival de Cultura da Escola Técnica Federal; 19h30 - Espetáculo Teatral Bonequinha de Pano - Chama Viva Cia. de Teatro do Tocantins - Festival de Cultura da Escola Técnica Federal; 20 horas - Mostra Palmas de Cinema e Vídeo - Filme "Da Banca Pra Fora", de Yonara Aniszewski - Sala Sinhozinho.
29 e 30 – Exposições: Tocantins Postal, de Gustavo Sá; Caixas de Arte, de Pierre de Freitas; Festival de Cultura da Escola Técnica Federal; 20 horas - Mostra Palmas de Cinema e Vídeo - Filme "Corpos Perdidos na Estrada", de Hélio Brito - Sala Sinhozinho; 21 horas - Concertos em Pauta – DouBrasil - Música Brasileira para Flauta e Piano - Teatro Fernanda Montenegro;
30/05 – 19 horas - Mostra Palmas de Cinema e Vídeo Filmes: "Alta Noite", de Raquel Etges e "Kitinet", de André Araújo - Sala Sinhozinho; 21 horas - Espetáculo "Por entre Vãos" - Casulo Cia. de Dança - Teatro Fernanda Montenegro;
31/05 e 1/06 - 19h30 - Espetáculo Infantil - "Meu Cerrado Cerradinho" - Teatro Livre de Palmas - Teatro Fernanda Montenegro.

quinta-feira, 15 de maio de 2008










Olá amigos armarianos,


Vale à pena levantar mais cedo neste próximo domingo...


Di canta no Salão do Livro, no Café Literário neste Domingo (18), às 10h da manhã.
O musical "Canções Sobre Saudade" traz músicas autoriais e clássicos da Música Popular Brasileira.
Acompanhado pelos músicos Mário e Guido.
Esperamos você lá!

"Solidão é ilha com saudade de barco"

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Crítica Cultural










Por: Ana Caroline


Ensaio Surrealista

Composto por 25 telas no estilo surrealista, a Exposição da professora de Artes Solange Alves contou com a presença do prefeito de Palmas Raul Filho, vereadores, secretários e artistas plásticos. Fruto do Edital Incentivo à Cultura da prefeitura de Palmas, a exposição começou dia 07 de maio, véspera do dia do Artista Plástico.
As obras ficaram prontas em um ano, tempo suficiente para organizar em algumas telas belos sonhos, donde vem a inspiração do Surrealismo. "É apenas um ensaio", garantia modestamente a artista, que recebeu os cumprimentos no Espaço Cultural.
"Acompanho seu trabalho há uma década. Sempre fico maravilhado", disse o prefeito Raul Filho. "Você é uma luz, uma dádiva de Deus, você nasceu pra isso mesmo", completa o prefeito, emocionado.
Quatro das telas chamam muito atenção, não só pela diferença dos traços e cores, comparando às outras, porém o tema, retratam a realidade do norte e nordeste do país e a cultura do Estado do Tocantins.
São elas Festa do Divino, Capoeira, Congo e Cangaceiro.

A exposição se estenderá até 27 de maio, e fará visita as regiões sul e norte da cidade de Palmas. Vale a pena conferir.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Poesia no ar....








Por: Jullyana


26 PASSAGEIRO

Sou uma passageira, assim como tudo que passa,
Eu passarei também.
Sou uma passageira, que fica com o olhar perdido para fora do trem.
Assim como as árvores lá fora, eu passarei também.
Sou uma passageira que nunca se cansa de viajar,
Mas tento manter a consciência de que um dia terei que parar.
Sou uma passageira que não tem hora pra chegar,
Mas que sabe muito bem aonde vai sem se equivocar.
Muitos pilotam o trem, mas ninguém sabe que quem o comanda sou eu.
Aqui do meu lugar sem olhar para quem entra ou sai,
Vou indo,
Vou seguindo.
Um dia sem que eu decida, terei de parar.


Nos acordes dessa melodia, passou meu tempo.
Tempo que não volta mais.
Tempo que parece escorrer pelas minhas mãos
Que nunca souberam o que é um ponto final.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Introdução ao Jornalismo (Trabalho)

Por: Mávia, Thiago, Luiz Otávio, João Carlos.

O grupo entendeu que os textos falam sobre os diferentes grupos de jornalistas existentes, sendo que os que primam pela ética e compromisso com a verdade estão atualmente na mira daqueles que procuram utilizar o jornalismo como arma de controle de opinião e comportamento, onde são atacados, caluniados e condenados, todos aqueles que têm idéia diferente da corrente vigente.
Um bom exemplo disso são as matérias anti-governo, onde é atacada a figura institucional do presidente, servidor maior de um país, autoridade constituída pelo povo. A imagem do governante, e a do homem que ocupa o cargo, são confundidas e estas atacadas de modo covarde, mentiroso as vezes jocoso, sem que haja a possibilidade de um argumento de defesa. Os responsáveis por tais matérias, mantém um arsenal de argumentos, que comprovam suas acusações, por mais tolas que estas possam parecer, mostrando a massa que sua publicação é a mais verdade .
Criaram a indústria da denuncia, caça as bruxas mesmo, onde qualquer pessoa pode ser acusada, sem direito de defesa, e quem ousar ir contra, contestas ou tentar a defesa dos acusados, será taxado de mentiroso, criminoso e irresponsável.
Este jornalismo mercenário tende a destruir uma classe que durante anos mostrou a sociedade, os caminhos, os problemas e as saídas para suas crises, onde muitos jornalistas emprestaram suas vidas e outros tantos morreram, para que a liberdade de imprensa servisse de arma contra a tirania que imperava em nosso país.
Até onde permitiremos tais atitudes?
OBS: A editora geral não fez nenhuma correção, foi postado como enviado.

A sua casa te faz bem?




Por: Reginaldo

Sua casa é viva ou morta? A pergunta soa estranha, com certeza. E você logo responderá que casa é algo inanimado. A casa é feita de pedras, tijolos, madeira, portanto, não tem vida. Entretanto, existem casas que são mortas. Você as adentra e sente em todos os cômodos a inexistência de vida. Sim, dentro delas habitam pessoas, famílias inteiras.
Mas são aquelas casas em que quase tudo é proibido. Tudo tem que estar tão arrumado, ajeitado, sempre, que não se pode sentar no sofá porque se está arriscando sujar o revestimento novo e caro. Casas em que o quarto das crianças é impecável. Todos os bichinhos de pelúcia, por ordem de cor e tamanho, repousam nas prateleiras.
Essas casas são frias. Pequenas ou imensas carecem do calor da descontração, da luz da liberdade e da iluminada possibilidade de dentro delas se respirar, cantar, viver. As casas vivas já demonstram, desde o jardim, que nelas existe vibração e alegria. No gramado, a bola quieta fala da existência de crianças na casa. A bicicleta, meio deitada, perto da garagem, diz que pernas infantis até a pouco a movimentaram com vigor.
Em todos os cômodos se reflete a vida. No sofá, um ursinho de pelúcia denuncia a presença de um pequenino danado que carrega seu companheiro por todos os cantos. Na saleta, livros, cadernos e lápis dizem dos estudos que se repetem durante horas. O dicionário aberto, um marcador de páginas assinalando uma mensagem preciosa, falam de pesquisa e leitura atenciosas. A cozinha exala a mensagem de que ali, a qualquer momento, pode chegar alguém e se servir de um copo d'água, um café, um pedaço de pão. Os quartos traduzem a presença dos moradores. Cores alegres nas cortinas, janelas abertas para que o sol entre em abundância. Os travesseiros um pouco desajeitados deixam notar que as crianças os jogam, vez ou outra, umas contra as outras, em alegres brincadeiras. Enfim, as casas vivas são aquelas em que as pessoas podem viver com liberdade. O que não quer dizer com desordem ou bagunça.
As casas vivas são aquelas nas quais os seus moradores já descobriram que elas foram feitas para morar, mas, sobretudo para se viver. Transforme sua casa, pequena, seja de madeira ou uma mansão, num lugar agradável de retornar, de se viver, de se conviver com a família, os amigos e os amores.

(Este texto é parcialmente meu. Alguns trechos foram “roubados”).

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Introdução ao Jornalismo (Trabalho)

Por: Ana Caroline, Leide Theophilo, Susana e Jullyana

Manipulação, arrogância e benefício pessoal. São com esses termos que Nassif descreve como a revista Veja tem conduzido sua produção jornalística. Ao analisarmos a entrevista notamos toda a indignação com o rumo do jornalismo no nosso país. Somente alguém que tenha experiência profissional e conhecimento, pode levantar questões tão comprometedoras a respeito de uma revista que já se estabeleceu como informativo semanal mais vendido ao longo dos anos. Que interesses estão por trás da Veja ou senão do próprio Jornalista Nassif? Escolhas tacanhas ao abordar fatos sem aprofundamento podem comprometer todo o império de uma líder de vendas ou tornar Nassif um semi-deus dos jornalistas por ousar enfrentar um gigante. O interesse partidário é muito visível, mas criar uma instabilidade no país seria o maior interesse da revista Veja? A revista esperada nas bancas já não tem mais essa apreciação do leitor, anúncios e mais anúncios é o que mais se encontra. Devemos como estudantes verificar o comprometimento da responsabilidade jornalística no nosso país, se Nassif esperou tanto tempo para ter voz, que interesses há? Como nos comportaremos diante da mídia que distorce? A importância da responsabilidade jornalística, se perde nas páginas da revista Veja.

Introdução ao Jornalismo (Trabalho)

Por: Daniel, Ithalo, Reginaldo, Henrique e Mário
A prática do jornalismo é um conflito constante. A entrevista do Nassif nos mostra isso. Os jornalistas sempre agradam uns e desagradam outros, e como se isso não fosse suficiente, existem conflitos entre os próprios colegas de profissão, já que alguns jornalistas se dedicam exclusivamente ao ataque aos colegas.
Nassif critica a Revista VEJA, por esta utilizar uma política intimidadora contra jornalistas que não compartilham dos mesmos interesses que a mesma, como se a VEJA fosse a “dona” da razão. Com a credibilidade que adquiriu por ter tantos anos de experiência, Nassif afirma que a prática mais comum nos jornais, atualmente, tem sido o jornalismo irresponsável. Ele cita o caso do avião da TAM para provar isso: A Globo testou diversas hipóteses ao público, antes que as investigações fossem concluídas.
Foi se o tempo em que os jornais só tinham “rabo preso” com o leitor. Os leitores se tornaram vítimas de informativos publicitários descarados. Mas para isso, já existe uma solução imediata: o desenvolvimento de meios de comunicação independentes. A blogosfera é considerada hoje, um refúgio para aqueles que buscam a seriedade, responsabilidade e imparcialidade no jornalismo de outrora.
OBS: A editora geral não fez nenhuma correção, foi postado como enviado.

Carta de despedida


Por: Diego Soares

Queridos amigos,
Este é um pedido de perdão, um decreto de gratidão.
Tenho estado distante e sombrio. Apático, ausente, frio.
Tenho pensado coisas obscuras, tramado contra minha vida, pensado em fugir. Tenho fugido.
Nesses últimos dias perdi um grande amor pro tempo. Perdi um grande amigo pra velocidade das várzeas relações. Me senti traído, perdido e só. E aceitei tal condição.
Nesses últimos dias meu mundo caiu e eu mergulhei no abismo que ele deixou.
Repensei minhas escolhas, minha forma de agir, me puni, me feri. E ainda pago o preço por isso. O justo e duro preço de crescer.
Hoje estou bem, de pé e o sol lentamente volta a entrar no meu pequeno quarto adornado de livros.
Tudo isso graças à divindade e perfeição da vida. Graças a uma fé que me abraça e que me ensina que as mais lindas espadas são forjadas em altas temperaturas.
Obrigado pelos abraços, pelos dedos entre meus cachos, pelos gestos mesmo que distantes de cumplicidade. Pelos olhares de quem gostaria de chegar mais perto e teme.
Mário, perdão por minha irresponsabilidade, aquele dia que te deixei esperando foi o pior da minha vida. Passei 24 horas no meu quarto, sem luz, dormindo e chorando até dormir outra vez.
Nate, perdão por dizer pra ti que eu estava só, justo no dia em que você se vestiu pra mim. Que contradição, me dizer só, com você sempre do meu lado.
Cris, obrigado por sua sinceridade, às vezes ácida, mas necessária. Eu sempre estou com você. Lembre-se que pagamos o mesmo preço por dizer o que pensamos.
Leide, obrigado pelo kit-felicidade, esses passos que você deu na minha direção, serão eternos.
Di, sei que você me olha de longe, me cerca, meu eterno anjo. Obrigado.
Elson, obrigado por não usar Augusto Cury, estou escalando aquele muro agora.
Luiz, nossas conversas enchem meu coração de alegria e fraternidade. Você é um dos caras mais sensíveis que conheço, mas não se preocupe isso fica só entre nós.
Dayana, obrigado pelo conforto da sua casa, aquele cochilo na sua área foi um dos poucos momentos de descanso e paz desta minha semana conturbada.
Arleide, desculpe não retribuir tão bem àquele abraço, eu estava no limite, não queria chorar ali. Já chorei o bastante.
Lucilene, desculpe tê-la esquecido. Tenho sido descuidado com algumas pessoas. Obrigado por continuar comigo.
Reginaldo, obrigado por me acompanhar no meu trajeto de volta à fé. Por nossos papos sempre intrigantes. Por abrir uma pasta pra mim na sua vida tão organizada e segura. Estou aprendendo muito contigo.
Marluce, obrigado por se importar. E é verdade, eu não estava mal por causa das revelações contra a VEJA.
Bauduco, obrigado por não ter contado meus segredos pro outro cara (F). Por me ouvir, por me contar. Por me manter ainda crente na honra dos homens.
Mávia, esse poço de carinho.
Hayla e nosso amor marginal. (nas margens).
Dani, por me ensinar a te cumprimentar.
João, eu não tenho medo de você.
Mizoca, por me manter sexuado.
Farenzena, por sua solidez disfarçada de nuvens.
Ítalo, você nunca atrapalhará. Meus olhos imploravam pra você não nos deixar aquele dia. Mas teu caminho pede asas maiores. Vai meu bom amigo!
Penso todos os dias em como fazer felizes os meus amigos.
Essa semana senti de volta, muitas almas tirando um tempo de suas dores, de suas vidas corridas para pensar em como me fazer feliz.
Fui ferido por um ato de ingratidão. Regenerado por tantos outros de consideração.
Cauê serás sempre o amado, estarei esperando. Cobrirei a escuridão da tua falta com a luz dos olhos destes que aprendo amar cada dia.
Amo quase todos vocês, por que alguns já ultrapassaram os termos e as denominações, alguns chegaram a lugares que não conheço. Todos os outros são convidados a ir também pra lá; pro meu armário, um coração com gavetas.
Obrigado.
Di

Introdução ao Jornalismo (Trabalho)

Por: Daniela Noleto, Lucilene Milhomem, Maria Arleide Mendes, Raymara Santos, Tatyany Motta
O jornalista não depende apenas de sua inteligência, mas também do ajuste entre seus anseios, a cultura e os interesses da empresa jornalística onde atua. O jogo de interesses por trás de uma notícia é explícito nos meios de comunicação. Isso mostra tanto o poder quanto a fragilidade da mídia.Os dois extremos são ruins. O jornalismo praticado atualmente é, na maioria das vezes, irresponsável. Pois utiliza de informações sem fundamento, sem ética, sem objetividade. Este pode ser o principal motivo do sucesso ou do fracasso de algumas instituições.Na ânsia de defender os interesses políticos e econômicos da empresa jornalística, esquece do que é ser jornalista e do objetivo fundamental de servir a sociedade.Caem com facilidade nas garras de desvios cognitivos na hora de processar a informação e desprezam prováveis consequências negativas de uma notícia. É necessário humildade para reconhecer a infalibilidade do próprio julgamento e acreditar que há sempre mais de versão para depois agir de forma transparente e desinteressada.
OBS: A editora geral não fez nenhuma correção, foi postado como enviado.

Introdução ao Jornalismo (Trabalho)

Por: Aline Batista, Dalliane Chaves, Dayana Lima
A entrevista de Nassif é uma denuncia de como a Revista VEJA expõe em suas matéria e colunas seu ponto de vistas que na maioria das vezes defende único e exclusivamente seus interesses. Mostrando assim sua falta de ética, profissionalismo e principalmente comprometimento com a verdade e o leitor.
Nassif faz uma crítica ao editorial da revista, dando ênfase ao bombardeio de criticas que vem sofrendo. Criticas essas que, de acordo com ele, são infundadas. O jornalista também alerta para as acusações contra outros jornalistas, que também sofrem uma tentativa de ridicularizarão pela revista.
A entrevista expõe uma total irresponsabilidade de uma revista que tem o cobiçado titulo de mais lida do Brasil, ignorando a credibilidade que esse posto exige.
A falta de compromisso com o leitor e interesses financeiros de empresas midiáticas, acabam por levar uma empresa a uma comunicação sem credibilidade. Pois cria-se uma dependência da empresa em não desagradar os chamados patrocinadores. Com essa postura, as empresas jornalísticas tornam-se mais publicitárias que informativas.
Denuncias como as de Nassif só reforçam a importância da independência dos meios de comunicação. A crítica a esse jornalismo publicitário com interesse políticos e econômicos é de grande valor ao meio acadêmico e profissional da comunicação, pois mostra o despreparo e falta de compromisso do chamado "novo jornalismo", que prima mais pelos interesses da empresa do que com o compromisso da veracidade.
OBS: A editora geral não fez nenhuma correção, foi postado como enviado.