quinta-feira, 29 de maio de 2008

Verdades da exclusão










Por: Elson (Kiko)



Professor de Antropologia Cultural do curso de Comunicação da UFT


Filas, Canil e verdades: um dia no 4º Salão do Livro


Pluto. O amabílissimo e fiel companheiro-cachorro-marido do Mickey, que de tão necessário deixou de ser o cão de guarda da Minnie, exemplificaria muito bem o tipo de relação que temos estabelecido com nossos representantes políticos. Para além da inspiração de Walt Disney – aliás, de sua esposa, que sugeriu batizar a personagem com o nome do recém-descoberto planeta (e deixou de sê-lo recentemente) – é possível explorar a etimologia do termo, a partir da longínqua Grécia. Ploutos refere-se à riqueza e, unida ao vocábulo kratos (poder), deriva a pertinente palavra plutocracia, grosso modo, um tipo de dominação determinada pelas posses materiais de um grupo em detrimento de outro. Por mais instigantes que sejam essas associações (antecipando o final reflexivo dessas tintas, inclusive), já deram seu recado. Vamos aos fatos.

O 4º Salão do Livro do Tocantins, organizado pelo governo estadual, foi mais que um mero evento anual. Os que estiveram e permaneceram por horas – alguns, dias até – degustaram apresentações diversamente enriquecidas no Café Literário, castelo “medieval” inflável para pequenos trinitrotoluenados (combinação perigosa, nem por isso menos eficaz), além do vocativo acervo de livros e livretos (os mais inacessíveis infeliz e predominantemente mais caros que no mercado convencional, com exceção da Editora da Biblioteca Nacional e da Federação Espírita. Sem diminuir “los libros más pequeños del mundo”, do Peru, até porque nem poderia...). Impressionou também o aparato de segurança. A quantidade de trabalhadores responsáveis pela ordem social até lembra, retornando à Hélade, do temor dos ploutos de uma oclocracia (onde okhlos se refere ao povão mesmo, às turbas, à plebe: vide wikipedia, que hoje tem mais autoridade que as antigas Barsas). Por que o medo descarado do povo? Reverência à Aristóteles, quando afirmava que esse tipo de poder levaria as formas puras de governo à degeneração ou, como diriam nossos avós/pais/mães, tinha caroço nesse angu?


Curiosos com o estado de “pronta ação” para repelir os desajustados, aproximamo-nos para xeretar e confirmar se as suspeitas tinham fundamento. O indicativo somente poderia partir do próprio povo, financiador do projeto. Aguardar nas filas, seja para pegar os convites, seja para insistir em entrar sem possuí-los, para assistir as vozes amplificadas no Auditório Otávio Barros traria as respostas. Em algumas apresentações, a curiosidade do público extrapolou o limite de 1.000 pessoas. Por amostragem, acompanhamos o drama (dramático mesmo) dos que ficaram nas portas e caras fechadas da palestra de Zeca Camargo. Justificável, para os “amistosos” palhaços (sem ironia, eram clowns mesmo) em perna-de-pau, que os “amiguinhos” RACIOCINASSEM que somente seria possível entrar com um convite, por respeito aos que ficaram excruciantes horas para obtê-los. Injustificáveis, dois aspectos:

a conclusão apressada (ou ordenada) de que os que não tinham convites possuíam menos direitos constitucionais (elencados no caput do artigo 5°) se não puderam abrir mão de três horas de seu dia de trabalho uma lua antes;
o fato de convidados, devidamente respaldados pelo papel brilhante, individual, bem impresso e, obviamente caro, serem impedidos de transpor os obviamente caros portais de vidro blindex, resistentes à quase tudo, inclusive sons externos e internos.

No front de batalha, tremiam os seguranças, sozinhos contra dezenas, quase centena ou mais, de inconsoláveis excluídos. Como resposta, além da expressão sisuda que lhes garantiu o emprego temporário (um dos 1.500, de acordo com o empolgado
hotsite da Secretaria da Educação e Cultura do Estado do Tocantins), a mensagem tipo secretária eletrônica-terminator: “Pergunte aos organizadores”.
Os crachás de organização (que provavelmente não foram confeccionados pela editora peruana acima elogiada) desapareceram subitamente. A maior parte estava nos backstages, braços dados com os colegas jornalistas e suas respectivas credenciais. Ou alguém esperava que eles sairiam da climatização antártica do auditório para verificar por quê tantos gritavam lá fora? O Armário, para contemplar as possibilidades dos dois ambientes, avisou ao palestrante com um cartaz muitíssimo bem elaborado (folhas de caderno recicláveis – tomara que sejam mesmo!) o que acontecia além do vidro fumê. Só pôde lavar as mãos a la Pilatos. Começou aí outra saga, a da entrevista com o editor-chefe do Fantástico. Mas essa é outra história. Voltemos.
Relembrando o poder de Gandhi ao lidar com os soldados ingleses nos anos 40 do século passado, sugerimos às pessoas que se sentassem, explicando a delicada situação dos seguranças, pagando por aquilo que não lhes cabia. Não oferecendo resistência, os portais poderiam ser abertos e , de fora, poderíamos ouvir a palestra sem necessariamente entrar e comprometer as recomendações da Brigada de Incêndio. A maior parte acatou, menos aqueles que não se conformaram em ter o convite e permanecer de fora. Tentamos argumentar, convencer os seguranças e, apesar de sentirmos sensibilidade nos próprios, sentíamos o peso das “forças ocultas nas negativas. “É injusto”, escapou de um deles. Enquanto saíam pessoas e o salão esvaziava, permaneciam atônitos os insistentes lá fora.


Imprensa partindo, enquanto Roma se incendiava.
Para entender o porquê do “Pluto-crático”, visualizem a inédita (provem o contrário, por favor) cena do encontro entre ele, o cão, e Pateta, o cachorro. Na teoria, ambos são canis familiaris. Na prática, um é humanizado, gozando inclusive do direito de possuir habilitação para dirigir (contudo bem nervosinho) enquanto o outro possui idiossincrasias que atribuímos aos amigos caninos: ossos, cruzas e atenção do dono, por exemplo. “Nem todo mundo tem educação, nem todo mundo pode. Se tivesse o crachá (credencial), entrariam”. A afirmação foi extraída de uma conversa com uma repórter, tentando justificar a ausência do veículo onde trabalha (público, aliás) na situação que se repetia em cada palestra. Conivência? Medo? Omissão? Nós, de cá, plutos sem um pluto furado nem dono, ainda aguardamos que o simpático e atrapalhado Pateta, com tantos direitos e concessões, lembre que ser jornalista é se assumir como voz de quem não pode falar. Acá, sorrindo, continuaremos. Que nos próximos dias, latamos alto para pedir que algumas oportunidades ultrapassem mil lugares e alcancem os 240 mil alardeados.
Viveram essa história: Daniel Silva, Lorrany Zica e Cúmplice, Fayad Neto (crédito das fotografias: providencial), Willian, Wendy, Luíza, além de outros que Alzheimer precoce não permite denominar. Perceptível: o compromisso de informar pode extrapolar sem desrespeitar regras. Relevem os vícios, parênteses, reticências e populesque, ok?














segunda-feira, 26 de maio de 2008

Vamos falar sobre as drogas?








Por: Daniel (Bauduco)


As drogas sempre foram um tabu, e apesar de igrejas, governos e famílias reprimirem, o consumo só tem aumentado, principalmente entre os jovens. As autoridades já não sabem mais o que fazer, mas não vêem que suas ações é que estão engessadas. O grande problema não é a banalização do consumo, mas sim o fato de aproximar a maconha de drogas pesadas, e distanciá-la de drogas lícitas como o cigarro e as bebidas alcoólicas. Já que todos sabem que a maconha é a porta de entrada para drogas pesadas, e na maioria das vezes, o usuário não quer se sujeitar a manter um contato estreito com os traficantes.
A sociedade se baseia em princípios morais fortalecidos pela mídia, e não se interessa em estudar o assunto, prefere se alienar. Numa análise rápida, podemos observar através de pesquisas que na Holanda, onde o consumo é liberado com uma política que favorece, o uso da maconha é proporcionalmente menor do que nos EUA, onde a maconha é proibida. E ao mesmo tempo em que a mídia condena, esta se revela hipócrita. Já que os filmes fazem glamour sobre as drogas, e vários ídolos têm suas imagens fortalecidas por terem um posicionamento favorável ao consumo.
Legalizar agora? Não, já que a situação ainda é vista como caso de polícia, e não como saúde pública, e sequer temos educação a respeito disso. Mas vamos abrir espaço para discussão? Sem demonizar a erva, mas também sem colocá-la num altar. A Marcha da Maconha foi uma excelente oportunidade para debater, mas a liberdade de expressão não foi respeitada, e o movimento foi oprimido tanto pela polícia quanto por movimentos que se auto-intitulam em defesa da família, mas que não têm propriedade para se informar melhor.
E cada um tem sua liberdade de escolha, desde que respeite o espaço dos outros. É comprovado que cada um tem um modo de encarar a vida, seja ao se devotar à religião, buscar o auto-conhecimento, criar relações, consumir drogas lícitas ou não, ou até mesmo se matar e desistir da vida. Mas é um erro criminalizar uma escolha de vida.
Sites indicados para mais informações:

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Entrevista
















Por: Ana Natália



Dentre as atrações do 4° Salão do Livro do Tocantins, os comediantes do Goiás, Nilton Pinto e Tom Carvalho nos cederam alguns minutos, que em uma conversa distraída falaram sobre a carreira, família e como encaram o tempo durante a correria do dia-a-dia.
Nilton Pinto e Tom Carvalho já estão juntos há 15 anos, e contam o que mantém a sólida relação profissional e lembram dos valores que sustentam o seu convívio: respeito e humildade é a receita para manter a harmonia da dupla.
Nilton Pinto enfatizou a importância da família para a carreira. “Sempre que temos um tempo disponível, é em casa que encontramos a base e o incentivo para manter a carreira profissional”.
Em relação ao 4° salão do livro do Tocantins, a dupla avaliou como excelente a proposta do evento e declararam que se sentem honrados em participar de eventos culturais, principalmente se tratando de leitura. “Fiquei surpreso com o salão, superou as minhas expectativas”, elogiou Tom Carvalho.
No decorrer do bate papo com os comediantes, um grupo de alunos do Jornalismo que realizaram a entrevista ficaram encantados com a simplicidade da dupla e a forma como encaram o “tempo”. Para eles, o tempo é algo que manipulamos ao nosso favor.
Fica aqui uma lição de vida para nós que estamos em fase de amadurecimento profissional.
“Todo mundo tem que aprender a fazer o seu próprio tempo.” (Nilton Pinto)


OBS: Eu - Ana Natália, o Professor Kiko, Bauducco, a Raimara, o Luís e a Milena tivemos um bate papo com o Niltom Pinto e o Tom Carvalho. Então escrevi essa pequena matéria para o Blog, espero que gostem.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Fique ligado!







Por: Reginaldo


Aniversário com agenda cheia


Palmas, a caçulinha do Brasil, está completando mais um ano (20/05). E o seu 19º aniversário conta com uma vasta programação, incluindo música, teatro, exposições, cinema e muitos outros entretenimentos. Para aqueles que não vão sair da cidade, segue abaixo datas e horários de diversas apresentações que começaram no dia 06/05 e vão até 01/06/2008.

Programação

19/05 – 21 horas - Espetáculo Cena Musical Palmas 19 anos - Teatro Fernanda Montenegro;
20/05 – 8 horas - Desfile Cívico - Palmas e seus Avanços - Avenida LO-01; 8 horas – Workshop - Panorama Nacional da Produção Cultural: Música Teatro e Cinema - João Falcão; 18 horas - Culto Ecumênico - Praça do Paço Municipal; 21 horas - Show de abertura – Toca Bossa; Show – Afro Bossa Nova - 50 Anos de Bossa Nova - com Armandinho Macedo, Paulo Moura e o violinista Gabriel Improta - Grande Praça do Espaço Cultural;
21/05 – 20 horas - Festival da Cultura Japonesa - Teatro Fernanda Montenegro; 22/05 – 16 horas - Mini-maratona de Palmas – 10 km - Paço Municipal; 18h - Procissão de Corpus Christi - Praça dos Girassóis;
22 à 25/05 – 19 horas - Mostra de Cinema Japonês - Sala Sinhozinho; 20h30 - Espetáculo Teatral Soul 4: Um Amor que nem deu Flor, no Teatro Fernanda Montenegro;
27 e 28/05 -08 às 18 horas - Feira do Banco do Povo - Grande Praça do Espaço Cultural;
28/05 – 19 horas - Apresentação do Coral Municipal - Festival de Cultura da Escola Técnica Federal; 19h30 - Espetáculo Teatral Bonequinha de Pano - Chama Viva Cia. de Teatro do Tocantins - Festival de Cultura da Escola Técnica Federal; 20 horas - Mostra Palmas de Cinema e Vídeo - Filme "Da Banca Pra Fora", de Yonara Aniszewski - Sala Sinhozinho.
29 e 30 – Exposições: Tocantins Postal, de Gustavo Sá; Caixas de Arte, de Pierre de Freitas; Festival de Cultura da Escola Técnica Federal; 20 horas - Mostra Palmas de Cinema e Vídeo - Filme "Corpos Perdidos na Estrada", de Hélio Brito - Sala Sinhozinho; 21 horas - Concertos em Pauta – DouBrasil - Música Brasileira para Flauta e Piano - Teatro Fernanda Montenegro;
30/05 – 19 horas - Mostra Palmas de Cinema e Vídeo Filmes: "Alta Noite", de Raquel Etges e "Kitinet", de André Araújo - Sala Sinhozinho; 21 horas - Espetáculo "Por entre Vãos" - Casulo Cia. de Dança - Teatro Fernanda Montenegro;
31/05 e 1/06 - 19h30 - Espetáculo Infantil - "Meu Cerrado Cerradinho" - Teatro Livre de Palmas - Teatro Fernanda Montenegro.

quinta-feira, 15 de maio de 2008










Olá amigos armarianos,


Vale à pena levantar mais cedo neste próximo domingo...


Di canta no Salão do Livro, no Café Literário neste Domingo (18), às 10h da manhã.
O musical "Canções Sobre Saudade" traz músicas autoriais e clássicos da Música Popular Brasileira.
Acompanhado pelos músicos Mário e Guido.
Esperamos você lá!

"Solidão é ilha com saudade de barco"

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Crítica Cultural










Por: Ana Caroline


Ensaio Surrealista

Composto por 25 telas no estilo surrealista, a Exposição da professora de Artes Solange Alves contou com a presença do prefeito de Palmas Raul Filho, vereadores, secretários e artistas plásticos. Fruto do Edital Incentivo à Cultura da prefeitura de Palmas, a exposição começou dia 07 de maio, véspera do dia do Artista Plástico.
As obras ficaram prontas em um ano, tempo suficiente para organizar em algumas telas belos sonhos, donde vem a inspiração do Surrealismo. "É apenas um ensaio", garantia modestamente a artista, que recebeu os cumprimentos no Espaço Cultural.
"Acompanho seu trabalho há uma década. Sempre fico maravilhado", disse o prefeito Raul Filho. "Você é uma luz, uma dádiva de Deus, você nasceu pra isso mesmo", completa o prefeito, emocionado.
Quatro das telas chamam muito atenção, não só pela diferença dos traços e cores, comparando às outras, porém o tema, retratam a realidade do norte e nordeste do país e a cultura do Estado do Tocantins.
São elas Festa do Divino, Capoeira, Congo e Cangaceiro.

A exposição se estenderá até 27 de maio, e fará visita as regiões sul e norte da cidade de Palmas. Vale a pena conferir.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Poesia no ar....








Por: Jullyana


26 PASSAGEIRO

Sou uma passageira, assim como tudo que passa,
Eu passarei também.
Sou uma passageira, que fica com o olhar perdido para fora do trem.
Assim como as árvores lá fora, eu passarei também.
Sou uma passageira que nunca se cansa de viajar,
Mas tento manter a consciência de que um dia terei que parar.
Sou uma passageira que não tem hora pra chegar,
Mas que sabe muito bem aonde vai sem se equivocar.
Muitos pilotam o trem, mas ninguém sabe que quem o comanda sou eu.
Aqui do meu lugar sem olhar para quem entra ou sai,
Vou indo,
Vou seguindo.
Um dia sem que eu decida, terei de parar.


Nos acordes dessa melodia, passou meu tempo.
Tempo que não volta mais.
Tempo que parece escorrer pelas minhas mãos
Que nunca souberam o que é um ponto final.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Introdução ao Jornalismo (Trabalho)

Por: Mávia, Thiago, Luiz Otávio, João Carlos.

O grupo entendeu que os textos falam sobre os diferentes grupos de jornalistas existentes, sendo que os que primam pela ética e compromisso com a verdade estão atualmente na mira daqueles que procuram utilizar o jornalismo como arma de controle de opinião e comportamento, onde são atacados, caluniados e condenados, todos aqueles que têm idéia diferente da corrente vigente.
Um bom exemplo disso são as matérias anti-governo, onde é atacada a figura institucional do presidente, servidor maior de um país, autoridade constituída pelo povo. A imagem do governante, e a do homem que ocupa o cargo, são confundidas e estas atacadas de modo covarde, mentiroso as vezes jocoso, sem que haja a possibilidade de um argumento de defesa. Os responsáveis por tais matérias, mantém um arsenal de argumentos, que comprovam suas acusações, por mais tolas que estas possam parecer, mostrando a massa que sua publicação é a mais verdade .
Criaram a indústria da denuncia, caça as bruxas mesmo, onde qualquer pessoa pode ser acusada, sem direito de defesa, e quem ousar ir contra, contestas ou tentar a defesa dos acusados, será taxado de mentiroso, criminoso e irresponsável.
Este jornalismo mercenário tende a destruir uma classe que durante anos mostrou a sociedade, os caminhos, os problemas e as saídas para suas crises, onde muitos jornalistas emprestaram suas vidas e outros tantos morreram, para que a liberdade de imprensa servisse de arma contra a tirania que imperava em nosso país.
Até onde permitiremos tais atitudes?
OBS: A editora geral não fez nenhuma correção, foi postado como enviado.

A sua casa te faz bem?




Por: Reginaldo

Sua casa é viva ou morta? A pergunta soa estranha, com certeza. E você logo responderá que casa é algo inanimado. A casa é feita de pedras, tijolos, madeira, portanto, não tem vida. Entretanto, existem casas que são mortas. Você as adentra e sente em todos os cômodos a inexistência de vida. Sim, dentro delas habitam pessoas, famílias inteiras.
Mas são aquelas casas em que quase tudo é proibido. Tudo tem que estar tão arrumado, ajeitado, sempre, que não se pode sentar no sofá porque se está arriscando sujar o revestimento novo e caro. Casas em que o quarto das crianças é impecável. Todos os bichinhos de pelúcia, por ordem de cor e tamanho, repousam nas prateleiras.
Essas casas são frias. Pequenas ou imensas carecem do calor da descontração, da luz da liberdade e da iluminada possibilidade de dentro delas se respirar, cantar, viver. As casas vivas já demonstram, desde o jardim, que nelas existe vibração e alegria. No gramado, a bola quieta fala da existência de crianças na casa. A bicicleta, meio deitada, perto da garagem, diz que pernas infantis até a pouco a movimentaram com vigor.
Em todos os cômodos se reflete a vida. No sofá, um ursinho de pelúcia denuncia a presença de um pequenino danado que carrega seu companheiro por todos os cantos. Na saleta, livros, cadernos e lápis dizem dos estudos que se repetem durante horas. O dicionário aberto, um marcador de páginas assinalando uma mensagem preciosa, falam de pesquisa e leitura atenciosas. A cozinha exala a mensagem de que ali, a qualquer momento, pode chegar alguém e se servir de um copo d'água, um café, um pedaço de pão. Os quartos traduzem a presença dos moradores. Cores alegres nas cortinas, janelas abertas para que o sol entre em abundância. Os travesseiros um pouco desajeitados deixam notar que as crianças os jogam, vez ou outra, umas contra as outras, em alegres brincadeiras. Enfim, as casas vivas são aquelas em que as pessoas podem viver com liberdade. O que não quer dizer com desordem ou bagunça.
As casas vivas são aquelas nas quais os seus moradores já descobriram que elas foram feitas para morar, mas, sobretudo para se viver. Transforme sua casa, pequena, seja de madeira ou uma mansão, num lugar agradável de retornar, de se viver, de se conviver com a família, os amigos e os amores.

(Este texto é parcialmente meu. Alguns trechos foram “roubados”).

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Introdução ao Jornalismo (Trabalho)

Por: Ana Caroline, Leide Theophilo, Susana e Jullyana

Manipulação, arrogância e benefício pessoal. São com esses termos que Nassif descreve como a revista Veja tem conduzido sua produção jornalística. Ao analisarmos a entrevista notamos toda a indignação com o rumo do jornalismo no nosso país. Somente alguém que tenha experiência profissional e conhecimento, pode levantar questões tão comprometedoras a respeito de uma revista que já se estabeleceu como informativo semanal mais vendido ao longo dos anos. Que interesses estão por trás da Veja ou senão do próprio Jornalista Nassif? Escolhas tacanhas ao abordar fatos sem aprofundamento podem comprometer todo o império de uma líder de vendas ou tornar Nassif um semi-deus dos jornalistas por ousar enfrentar um gigante. O interesse partidário é muito visível, mas criar uma instabilidade no país seria o maior interesse da revista Veja? A revista esperada nas bancas já não tem mais essa apreciação do leitor, anúncios e mais anúncios é o que mais se encontra. Devemos como estudantes verificar o comprometimento da responsabilidade jornalística no nosso país, se Nassif esperou tanto tempo para ter voz, que interesses há? Como nos comportaremos diante da mídia que distorce? A importância da responsabilidade jornalística, se perde nas páginas da revista Veja.

Introdução ao Jornalismo (Trabalho)

Por: Daniel, Ithalo, Reginaldo, Henrique e Mário
A prática do jornalismo é um conflito constante. A entrevista do Nassif nos mostra isso. Os jornalistas sempre agradam uns e desagradam outros, e como se isso não fosse suficiente, existem conflitos entre os próprios colegas de profissão, já que alguns jornalistas se dedicam exclusivamente ao ataque aos colegas.
Nassif critica a Revista VEJA, por esta utilizar uma política intimidadora contra jornalistas que não compartilham dos mesmos interesses que a mesma, como se a VEJA fosse a “dona” da razão. Com a credibilidade que adquiriu por ter tantos anos de experiência, Nassif afirma que a prática mais comum nos jornais, atualmente, tem sido o jornalismo irresponsável. Ele cita o caso do avião da TAM para provar isso: A Globo testou diversas hipóteses ao público, antes que as investigações fossem concluídas.
Foi se o tempo em que os jornais só tinham “rabo preso” com o leitor. Os leitores se tornaram vítimas de informativos publicitários descarados. Mas para isso, já existe uma solução imediata: o desenvolvimento de meios de comunicação independentes. A blogosfera é considerada hoje, um refúgio para aqueles que buscam a seriedade, responsabilidade e imparcialidade no jornalismo de outrora.
OBS: A editora geral não fez nenhuma correção, foi postado como enviado.

Carta de despedida


Por: Diego Soares

Queridos amigos,
Este é um pedido de perdão, um decreto de gratidão.
Tenho estado distante e sombrio. Apático, ausente, frio.
Tenho pensado coisas obscuras, tramado contra minha vida, pensado em fugir. Tenho fugido.
Nesses últimos dias perdi um grande amor pro tempo. Perdi um grande amigo pra velocidade das várzeas relações. Me senti traído, perdido e só. E aceitei tal condição.
Nesses últimos dias meu mundo caiu e eu mergulhei no abismo que ele deixou.
Repensei minhas escolhas, minha forma de agir, me puni, me feri. E ainda pago o preço por isso. O justo e duro preço de crescer.
Hoje estou bem, de pé e o sol lentamente volta a entrar no meu pequeno quarto adornado de livros.
Tudo isso graças à divindade e perfeição da vida. Graças a uma fé que me abraça e que me ensina que as mais lindas espadas são forjadas em altas temperaturas.
Obrigado pelos abraços, pelos dedos entre meus cachos, pelos gestos mesmo que distantes de cumplicidade. Pelos olhares de quem gostaria de chegar mais perto e teme.
Mário, perdão por minha irresponsabilidade, aquele dia que te deixei esperando foi o pior da minha vida. Passei 24 horas no meu quarto, sem luz, dormindo e chorando até dormir outra vez.
Nate, perdão por dizer pra ti que eu estava só, justo no dia em que você se vestiu pra mim. Que contradição, me dizer só, com você sempre do meu lado.
Cris, obrigado por sua sinceridade, às vezes ácida, mas necessária. Eu sempre estou com você. Lembre-se que pagamos o mesmo preço por dizer o que pensamos.
Leide, obrigado pelo kit-felicidade, esses passos que você deu na minha direção, serão eternos.
Di, sei que você me olha de longe, me cerca, meu eterno anjo. Obrigado.
Elson, obrigado por não usar Augusto Cury, estou escalando aquele muro agora.
Luiz, nossas conversas enchem meu coração de alegria e fraternidade. Você é um dos caras mais sensíveis que conheço, mas não se preocupe isso fica só entre nós.
Dayana, obrigado pelo conforto da sua casa, aquele cochilo na sua área foi um dos poucos momentos de descanso e paz desta minha semana conturbada.
Arleide, desculpe não retribuir tão bem àquele abraço, eu estava no limite, não queria chorar ali. Já chorei o bastante.
Lucilene, desculpe tê-la esquecido. Tenho sido descuidado com algumas pessoas. Obrigado por continuar comigo.
Reginaldo, obrigado por me acompanhar no meu trajeto de volta à fé. Por nossos papos sempre intrigantes. Por abrir uma pasta pra mim na sua vida tão organizada e segura. Estou aprendendo muito contigo.
Marluce, obrigado por se importar. E é verdade, eu não estava mal por causa das revelações contra a VEJA.
Bauduco, obrigado por não ter contado meus segredos pro outro cara (F). Por me ouvir, por me contar. Por me manter ainda crente na honra dos homens.
Mávia, esse poço de carinho.
Hayla e nosso amor marginal. (nas margens).
Dani, por me ensinar a te cumprimentar.
João, eu não tenho medo de você.
Mizoca, por me manter sexuado.
Farenzena, por sua solidez disfarçada de nuvens.
Ítalo, você nunca atrapalhará. Meus olhos imploravam pra você não nos deixar aquele dia. Mas teu caminho pede asas maiores. Vai meu bom amigo!
Penso todos os dias em como fazer felizes os meus amigos.
Essa semana senti de volta, muitas almas tirando um tempo de suas dores, de suas vidas corridas para pensar em como me fazer feliz.
Fui ferido por um ato de ingratidão. Regenerado por tantos outros de consideração.
Cauê serás sempre o amado, estarei esperando. Cobrirei a escuridão da tua falta com a luz dos olhos destes que aprendo amar cada dia.
Amo quase todos vocês, por que alguns já ultrapassaram os termos e as denominações, alguns chegaram a lugares que não conheço. Todos os outros são convidados a ir também pra lá; pro meu armário, um coração com gavetas.
Obrigado.
Di

Introdução ao Jornalismo (Trabalho)

Por: Daniela Noleto, Lucilene Milhomem, Maria Arleide Mendes, Raymara Santos, Tatyany Motta
O jornalista não depende apenas de sua inteligência, mas também do ajuste entre seus anseios, a cultura e os interesses da empresa jornalística onde atua. O jogo de interesses por trás de uma notícia é explícito nos meios de comunicação. Isso mostra tanto o poder quanto a fragilidade da mídia.Os dois extremos são ruins. O jornalismo praticado atualmente é, na maioria das vezes, irresponsável. Pois utiliza de informações sem fundamento, sem ética, sem objetividade. Este pode ser o principal motivo do sucesso ou do fracasso de algumas instituições.Na ânsia de defender os interesses políticos e econômicos da empresa jornalística, esquece do que é ser jornalista e do objetivo fundamental de servir a sociedade.Caem com facilidade nas garras de desvios cognitivos na hora de processar a informação e desprezam prováveis consequências negativas de uma notícia. É necessário humildade para reconhecer a infalibilidade do próprio julgamento e acreditar que há sempre mais de versão para depois agir de forma transparente e desinteressada.
OBS: A editora geral não fez nenhuma correção, foi postado como enviado.

Introdução ao Jornalismo (Trabalho)

Por: Aline Batista, Dalliane Chaves, Dayana Lima
A entrevista de Nassif é uma denuncia de como a Revista VEJA expõe em suas matéria e colunas seu ponto de vistas que na maioria das vezes defende único e exclusivamente seus interesses. Mostrando assim sua falta de ética, profissionalismo e principalmente comprometimento com a verdade e o leitor.
Nassif faz uma crítica ao editorial da revista, dando ênfase ao bombardeio de criticas que vem sofrendo. Criticas essas que, de acordo com ele, são infundadas. O jornalista também alerta para as acusações contra outros jornalistas, que também sofrem uma tentativa de ridicularizarão pela revista.
A entrevista expõe uma total irresponsabilidade de uma revista que tem o cobiçado titulo de mais lida do Brasil, ignorando a credibilidade que esse posto exige.
A falta de compromisso com o leitor e interesses financeiros de empresas midiáticas, acabam por levar uma empresa a uma comunicação sem credibilidade. Pois cria-se uma dependência da empresa em não desagradar os chamados patrocinadores. Com essa postura, as empresas jornalísticas tornam-se mais publicitárias que informativas.
Denuncias como as de Nassif só reforçam a importância da independência dos meios de comunicação. A crítica a esse jornalismo publicitário com interesse políticos e econômicos é de grande valor ao meio acadêmico e profissional da comunicação, pois mostra o despreparo e falta de compromisso do chamado "novo jornalismo", que prima mais pelos interesses da empresa do que com o compromisso da veracidade.
OBS: A editora geral não fez nenhuma correção, foi postado como enviado.

Fique ligado!



Por: Susana

O debate colocado pelo reitor Alan Babieiro realizado no dia 18/04 infelizmente não contou com a participação dos alunos, como era para ser. Uma vez que muitos gostariam de ter participado, porém, muitos professores acharam que debatermos sobre a administração da UFT seria menos importante, e preferiram continuar com a materia. Mas, três alunos representaram o curso de comunicação, um debate sem oposições (portanto usar esse termo se torna até engraçado), mas todos puderam escolher entre estar lá, ou não. E houve por parte desses três alunos questionamentos sobre o motivo pelo qual Expedito, mesmo sendo "a pedra no sapato do Alan" se uniu a ele e aceitou ser seu vice, foi usado o termo conchavos políticos. E como resposta, Expedito afirmou que não houve conchavos, e que essa diversidade de pensamentos e posicionamentos serve para enriquecer a universidade.

Chapa Única: sobre esse assunto, Alan afirmou que houve um tempo de inscrição, e que todos os professores doutores poderiam se candidatar. Também falou que não era tarefa dele montar chapas contrárias . Possível candidato a deputado federal ou senador: afirmou que sempre o tiveram como uma pessoa politica (isso ninguém questiona), no momento está preocupado com o cargo de reitor, mas também não discarta a possibilidade de sair como candidato, e não atribui isso um problema. No debate, mostrou-se aberto ao diálogo, e pediu ajuda aos estudantes presentes para divulgar e pedirem maior participação por parte dos alunos no processo eleitoral da universidade. Se for possível, um novo debate com os estudantes de comunicação seria proveitoso. Estamos aberto ao diálogo, e agradecemos ao Alan e ao Expedito por ter nos respondido, mesmo sem estarmos inscritos para fazermos perguntas.

De olho!









Por: Daniel (Bauducco)

Nota sobre o show da banda Capital Inicial

Sábado, 26 de abril de 2008, a cidade de Palmas parou em função do grande show dos veteranos da banda Capital Inicial. Os preços dos ingressos a R$ 20 (pista), R$ 50 feminino e R$ 60 masculino (camarotes), até seria justo se houvesse respeito com o público, o que não aconteceu. O que foi visto foi uma segregação e desrespeito, em especial com o público que estava na pista. Ao entrar no local do show, o público da pista caminhou em direção ao palco na expectativa de ficar o mais próximo possível, aí veio a surpresa: o mais próximo possível era uma distância de uns 30 metros do palco, isso porque o camarote ocupou todo o espaço na frente do palco e sequer haviam telões para quem quisesse assistir ao show. Muitos só conseguiram ouvir. Aliás, ouvir o show também não era lá essas coisas, não por culpa da banda, mas pela qualidade do som, que estava péssima.
Para piorar a situação, quem estava no camarote por opção e pagou mais caro que todos, não tinha a opção de ir para a pista. Era obrigatório permanecer no camarote. E a segurança do local não era direcionada às pessoas, era somente para impedir que penetras invadissem o camarote. Tanto que brigas aconteceram na pista, e só foram separadas pelo próprio público.
O show passou, mas a frustração continua. E ficam aqui, portanto, dicas para que os promotores e produtores consigam realizar eventos melhor organizados: camarote suspenso nas laterais da pista, telões e palcos mais altos, bebidas mais aprovadas pelo público também ajuda, bandas de abertura e passagens de som mais eficazes também. Afinal, nenhum produtor está a fim de ver chuvas de latinhas partindo da pista para o camarote, né?